A MTC é um sistema médico milenar e integral, o qual utiliza uma linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando a integridade.

Aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares

Inclui a teoria dos cinco movimentos que atribui a todas as coisas e fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo,terra, metal, água).

Os alimentos são considerados terapêuticos, atingindo não os sintomas, mas sim as causas das enfermidades.

Relaciona os cinco sabores: doce, azedo, amargo, picante e salgado as necessidades nutricionais dos cinco principais sistemas de órgãos do corpo (coração, fígado, Baço/Pâncreas, Pulmões e Rins) e enfatiza o seu papel na manutenção da  saúde.

Os diferentes alimentos também são classificados de acordo com sua natureza energética na MTC, como quentes, mornos ou amornantes, neutros, frescos ou refrescantes e frios, característica que representa a capacidade que o alimento teria de aquecer ou esfriar o organismo

Os alimentos devem ser cortados em pedacinhos antes de prepará-lo a fim de que o corpo não necessite produzir uma grande quantidade de sucos digestivos, enzimas, etc

Recomendações de Nutrição na MTC:

  • Consumir regularmente uma xícara de caldo quente (contêm bastante energia Yang);
  • Beber bastante água fervida(a água ativa a circulação da força vital Qi e estimula o organismo a eliminar líquidos estagnados nos tecidos;
  • Dar preferência ao peixe no lugar da carne;
  • Usar ervas e condimentos como auxiliares do equilíbrio (ervas refrescantes como a hortelã podem esfriar “alimentos quentes”;
  • Ponderar os estimulantes (café, chá, álcool, tabaco) que pertencem ao Yang e têm efeito desidratante;
  • Incrementar o plano alimentar com componentes Yin (tudo que umedece e resfria os alimentos).

A dietoterapia chinesa: Visa fortalecer os órgãos internos e nutrir os sentidos;  Busca entender as necessidades do indivíduo para nutri-lo e Entende que o mecanismo da nutrição vai além de processos biológicos, envolve os sentimentos, a qualidade de vida e o estado do espírito.

A Medicina Tradicional Chinesa  (MTC) caracteriza-se por um sistema médico milenar e integral, o qual utiliza uma linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando a integridade. Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares. O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade. Também inclui a teoria dos cinco movimentos que atribui a todas as coisas e fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terra, metal, água).

O diagnóstico em MTC é baseado no princípio de que os sinais e sintomas apresentados pelo indivíduo refletem a condição dos sistemas orgânicos internos. Complementarmente, para o terapeuta de MTC a parte reflete o todo, e portanto, é necessária a aplicação de uma extensa anamneses contemplando elementos como a palpação do pulso, observação da face, orelhas e língua, além da investigação de uma imensa gama de sintomas que possam identificar os padrões de energia que justificarão todo o tratamento. O objetivo primordial desta abordagem é que se possa avaliar desequilíbrios energéticos na fase pré-clínica, proporcionando a atuação terapêutica precoce.

Há milênios a China contextualiza a alimentação de forma mais ampla. A composição estética dos pratos deve alegrar os olhos e o coração. Os sabores devem estimular os sentidos e o paladar; a energia dos alimentos deve manter o equilíbrio entre corpo, alma e espírito. A ideia de que a alimentação não só contêm a vida, mas também produz efeitos diversos e específicos, está profundamente enraizada na consciência chinesa (Farhnow, 2003). Para os chineses, os alimentos são considerados terapêuticos, atingindo não os sintomas, mas sim as causas das enfermidades, e a MTC busca, há milênios, conhecer os aspectos energéticos destes alimentos, como a maneira e os locais nos quais podem se desenvolver, e suas influências na saúde humana, aplicando estas características para interferir positivamente nos organismos dos indivíduos (Coury, Silva, Azevedo, 2007). Segundo a medicina chinesa os alimentos facilitam a escuta interior; limpam a alma.

Para os chineses, algumas propriedades dos alimentos os classificam dentro da dietoterapia deste sistema e devem ser aplicados com base na busca do equilíbrio entre Yin-Yang e a revitalização do Chi ou Qi, que representa a energia vital que permeia todo o universo (Navolar, Tesser, Azevedo, 2012). Dessa forma, a MTC busca atingir maior longevidade e almeja postergar ao máximo o surgimento dos processos degenerativos do organismo humano.

Os sabores, por exemplo, representam o tipo de ação que o alimento exerce no organismo, sendo que a percepção do doce, salgado, amargo, azedo e picante poderia modular a atividade fisiológica de células, tecidos e sistemas (Coury, Silva, Azevedo, 2007). Segundo estes conhecimentos, o excesso de consumo de alimentos de determinado sabor gera desequilíbrios importantes.

Os diferentes alimentos também são classificados de acordo com sua natureza energética na MTC, como quentes, mornos ou amornantes, neutros, frescos ou refrescantes e frios, característica que representa  a capacidade que o alimento teria de aquecer ou esfriar o organismo.

De acordo com o diagnóstico realizado pela MTC é realizada a recomendação de alimentos que possam amenizar ou agravar o padrão mais Yin ou mais Yang do cliente. Além disso, é realizada a adequação da dieta ao clima, às estações do ano e a localização geográfica na qual vive o paciente, e estes são aspectos muito valorizados na dietoterapia chinesa. Outros fatores que também são levados em consideração para a recomendação de alimentos na MTC são a idade e a fase do ciclo da vida e as técnicas dietéticas adequadas para ajudar a manter as características energéticas dos alimentos.

Em contraposição à alimentação viva, pela MTC deve-se preferir alimentos cozidos; tudo o que é cru exige do organismo um grande dispêndio de calor para a digestão. Os alimentos devem ser cortados em pedacinhos antes de prepará-lo a fim de que o corpo não necessite produzir uma grande quantidade de sucos digestivos, enzimas, etc. São ainda recomendações da MTC em relação à Nutrição: consumir regularmente uma xícara de caldo quente (contêm bastante energia Yang); beber bastante água fervida (a água ativa a circulação da força vital Qi e estimula o organismo a eliminar líquidos estagnados nos tecidos; dar preferência ao peixe no lugar da carne; usar ervas e condimentos como auxiliares do equilíbrio (ervas refrescantes como a hortelã podem esfriar “alimentos quentes”; ponderar os estimulantes (café, chá, álcool, tabaco) que pertencem ao Yang e têm efeito desidratante; incrementar o plano alimentar com componentes Yin (tudo que umedece e resfria os alimentos).

Referências

Coury, ST, Silva, DL, Azevedo, E. Perspectivas históricas sobre a arte e a ciência da cura. In:Silva, SMCS, Mura, JDP .Tratado de Alimentação, Nutrição &Dietoterapia. 1 ed. São Paulo: Roca, 2007. Cap 64. p. 991-1035

Fahrnow, IM, Fahrnow J. Os cinco elemntos na alimentação equilibrada. A arte da vida e da culinária segundo a Medicina Tradicional Chinesa. 2003 Editora Ágora 1ª ed.  158p.

Navolar, TS, Tesser, CD, Azevedo, E. Contribuições para construção  da Nítrico Complementar Integrada Interface - Comunic., Saude, Educ 2012; (16) 41:515-27.